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domingo, abril 20, 2008

GÊNEROS TEXTUAIS


A globalização do mundo em tempo de tecnologia de ponta vem inserindo no contexto social novas linguagens, novos gêneros, novas exigências no cenário educacional que requerem de todos os profissionais novas competências e mais proficiência. Inserida neste contexto de rapidez nas informações, a escola vive um momento único: o de ter sua rotina de trabalho acelerada em todos os sentidos, desde os objetivos até as estratégias e ações planejadas. A mudança de paradigmas imposta pelo contexto sócio-cultural visa acompanhar o ritmo acelerado da modernidade.A tecnologia se impõe a todos os setores em forma de cobrança diária. Nesse âmbito, a educação passa a ser vista sob várias perspectivas, onde o compromisso para com a sociedade é o de formar cidadãos competentes, qualificados e em condições de obter seu lugar ao sol. Qualquer que seja a metodologia que se empregue no contexto escolar, esta deverá ser flexível, sujeita às constantes inovações.
A comunicação é uma capacidade natural do ser humano. Ao emitir-se qualquer enunciado durante uma conversação, esse enunciado se projeta através de textos. Os textos surgem em decorrência da necessidade comunicação do homem e, portanto, eles precisam ser contextualizados. O contexto é que determina o gênero propicio. Um gênero pode ser definido como atos de fala, enunciados produzidos por um indivíduo. Como tal, os gêneros possuem características que lhes são inerentes e que permitem ao falante recorrer no momento de fala a um texto adequado. Visto por este prisma, um gênero textual passa a ter a conotação de suporte, ordenador e estabilizador das atividades interativas do ser humano. O domínio de um falante sobre as múltiplas formas de se trabalhar os gêneros discursivos, representa o que pode-se chamar de competência lingüística e investir na qualificação desta competência faz parte da atividade escolar e de todo processo de ensino-aprendizagem. Nos comunicamos diariamente através de textos e cada texto discursivo se insere dentro de um gênero que tem suas características próprias em termos de conteúdo, estrutura e seqüências lingüísticas. A utilização de qualquer gênero e do contexto adequado é um recurso aprendido durante as práticas sociais, nas quais os falantes desenvolvem sua competência lingüística. Este aprendizado é essencial para o homem e representa grande parte do processo de socialização. Na medida em que uma pessoa fala, ela improvisa ao mesmo tempo em que organiza seu texto e estabelece estratégias objetivando a assimilação de valores da sociedade.
Visto sob a perspectiva de ações sócio-discursivas, os gêneros textuais agem sobre o mundo das relações como fator que molda às falas de acordo com o contexto e as exigências do momento. Os gêneros textuais utilizados pelo professor servem como suporte didático em classes de Língua Portuguesa, Inglesa ou Espanhola, etc., e apresentam-se como um desafio bastante positivo no rendimento do aluno porque além de qualificar a prática do professor ventila a possibilidade de uma prática prazerosa, livre e mais objetiva por parte do aluno, colaborando para que este direcione seu próprio conhecimento. Os gêneros, na verdade, se constituem numa atividade simples que sempre esteve na esfera da atividade escolar, mas que eram trabalhados de uma forma diferente. Nas últimas décadas, o velho se vestiu de uma nova roupagem e eles assumiram uma nova conotação no espaço escolar e o sucesso presente reside em trabalhar superando a prática tradicional em que se colocavam maior ênfase no estudo da tipologia textual em relação ao gênero textual. Os educadores têm observado com a ajuda da Lingüística Textual que focalizar mais o estudo do gênero no ensino é mais proveitoso e correto e colabora numa aprendizagem mais rápida por parte do aluno, haja vista que os tipos textuais estão inseridos no interior de cada dos textos produzidos por eles e fica a critério do profissional focalizá-los quando convier.
Mariana José S. da Silva - http://mai.ju@terra.com.br

Inserção das Mulheres Nos Espaços de Poder - A Trajetoria da Mulher no Mercado de Trabalho


O mundo vive sob o impacto da Era da Mulher. É o apogeu profissional feminino. O Século XXI inicia com um grande avanço na luta da mulher pela sua cidadania e igualdade de direitos. Com a mesma destreza com que assumiu a posição de rainha do lar durante séculos, a mulher dá um passo adiante, mostrando que além de cuidar de casa e filhos, ela é uma competente profissional. Um fator que colaborou para a ascensão da mulher e sua inserção rápida no mercado é que ela está demorando mais tempo na escola do que o sexo oposto e por isso dispõe de um melhor preparo. Durante séculos, a sociedade patriarcal tratou a mulher como patrimônio e objeto sexual do homem e ele por sua vez fez jus a este status, subjugando e maltratando a mulher. Este fato é comum em muitos países. Porém, a luta da mulher foi árdua e ela já conseguiu reverter este quadro. Hoje em dia os direitos da mulher estão sendo mais discutidos e respeitados pela sociedade e a igualdade do gênero tem sido buscada diariamente. A violência e a discriminação têm sido combatidas dentro e fora do lar. De “sexo frágil”, a mulher tem mostrado que é forte, ousada, líder por natureza, sábia, competente e capaz de mudar a história da humanidade. Com a ascensão da mulher, os valores foram invertidos dentro do lar quando a mulher passou a assumir a chefia. De simples dona de casa e guardiã dos filhos a mulher emigrou para os postos mais altos do poder em vários países, inclusive, no Brasil. Esses avanços, todavia, não encobrem a discriminação contra a mulher, como pessoa e como profissional. Ela é uma realidade entre todas as classes sociais, especialmente, entre aquelas com menor grau de escolaridade. O movimento feminista estimulou o ingresso da mulher no universo profissional e através de suas habilidades a mulher espaço e hoje esta nova mulher que aí está, é uma profissional inteligente, ética, admirada pelo sexo oposto e reúne uma infinidade de características positivas capaz de contagiar aqueles que não creram em sua capacidade.

Palavras-chaves: Mulher – Discriminação – Cidadania - trabalho – competência
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Mariana José Santana da Silva é Graduada pela FAMASUL, Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul de Pernambuco, é pós-graduanda em Lingüística Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa pela FAFIRE, Faculdade de Filosofia do Recife e em Lingüística Aplicada ao Ensino da Língua Espanhola pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente é Professora de Língua Portuguesa, Espanhola e Inglesa na Rede Pública Estadual e Municipal de Ensino no Município do Cabo de Santo Agostinho e Escada. E-mail: http://mariana.jos1@gmail.com